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Instagram, "Bicos digitais" impulsionam a abertura de lojas virtuais em 40%

Há cerca de dois meses, Mariana Soares – 38 anos, mãe e turismóloga – e Andressa Costa – 20 anos e recém-formada – encontraram no Instagram uma alternativa para complementar a renda, vendendo produtos para seus seguidores. Elas não são amigas, não se conhecem. E não é apenas uma coincidência. São lojas distintas, que refletem a tendência dos chamados bicos digitais ou bicos 2.0.

Para muitos, bicos já fazem parte da rotina. De acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad), a cada três trabalhadores brasileiros ocupados em 2018, dois não possuíam carteira assinada. E, assim como mudou a forma de se comportar e se relacionar, o Instagram também mudou a maneira de buscar o sustento.

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Instagram, "Bicos digitais" impulsionam a abertura de lojas virtuais em 40%

Para ter uma ideia, segundo pesquisa realizada pela PayPal Brasil, o número de lojas virtuais abertas entre junho de 2018 e junho de 2019 cresceu 40%, enquanto, entre o mesmo período de 2017 a 2018, aumentou em 12,5%.

De acordo com a especialista em educação digital Luana Trindade, o crescimento está atrelado às facilidades impostas pela rede social. "A internet quebra as barreiras do empreendedorismo brasileiro. É possível vender tudo, com vários tipos de pagamento, sem, ao menos, ter uma empresa". Já para o gerente adjunto da Unidade de Gestão de Portfólio do Sebrae, Leandro Barreto, a presença ativa do público, a possibilidade de crescimento exponencial e a redução de limites geográficos e de custos são outros motivos.

Menos gastos

A certeza de gastos menores foi o que impulsionou Andressa a abrir a Basik (@soubasik), sua loja de bijuterias na rede social. Apaixonada por moda e até então sem emprego, a jovem, que era sustentada pelos pais, queria um negócio para conseguir a independência financeira. Com um investimento inicial de R$ 1.800, um ponto físico estava muito longe do seu orçamento. Dois meses depois, o negócio virtual lhe rende um faturamento mensal de cerca de R$ 2 mil, já cobrindo todo o gasto inicial.

Desde o início, o projeto de Andressa incluía a rede social. "Parti direto para o Instagram, porque sei que hoje ele é uma das principais plataformas de negócios e venda. Nele mostramos nosso produto, falamos um pouco dele, tiramos foto, é como se fosse o cardápio das minhas peças".

Luana Trindade concorda com a empreendedora digital. Para a especialista, esse tipo de negócio não é só uma tendência, já é uma realidade, "porque 96% das intenções de compra partem da internet".

"O Instagram é um negócio, e a venda através dele é tanto uma realidade que recentemente lançaram o Instagram Shopping, uma funcionalidade que possibilita links que levam para outras formas de conhecer o produto. Só uma foto já pode motivar a compra ou conhecer a marca", explica.

A turismóloga Mariana Soares comprovou essa motivação. Dona da Doce Ateliê (@doceatelie.ba), a agora empreendedora digital complementava a renda vendendo bolos e cupcakes para as mães dos coleguinhas do filho. Eram, em média, 16 bolos e 48 cupcakes por mês. Quando decidiu criar um perfil no Instagram e utilizá-lo para encomendas, sua tiragem mensal passou para 100 e 130 respectivamente. Um crescimento de mais de 300%, que significa 50% a mais na renda.

"O Instagram é uma grande vitrine, uma ferramenta fundamental para quem trabalha com público. Isso tudo sem precisar necessariamente desembolsar algum recurso. Até o momento, não precisei investir e já tenho retorno", conta.

Apesar de todo o sucesso, Mariana confessa que sua paixão é mesmo o turismo. Os bolos são como um refúgio prazeroso que ajuda no orçamento de casa. Já Andressa, que agora se divide entre a Basik e sua área de sua formação, revela que pretende transformar a loja em sua principal fonte de renda. Mas as duas acreditam que o importante é, mesmo como complemento financeiro, gostar do que faz, conhecer e se identificar com o produto.

Já as dicas de Trindade são: entender como funciona o Instagram e como se comunicar com o cliente através dele. "Apesar de tudo, a concorrência na rede social é muito maior. Por isso, mesmo sendo bico, é preciso se especializar". E o especialista do Sebrae alerta, "a tendência é que esse movimento de negócios nas redes sociais cresça ainda mais nos próximos anos".

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Claudio Souza

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